O GET refletindo sobre a História e a Cultura

Profª. Mª. Mônica Porto Apenburg Trindade
Doutoranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ). Licenciada em História e Mestra em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Profª. Substituta de História do Colégio de Aplicação (CODAP/UFS) e da Secretaria do Estado de Educação de Sergipe (SEDUC).
Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq). E-mail: apenburg@getempo.org.

Do Rock à Literatura: reflexões sobre História e Cultura.

Refletir sobre as relações entre História e Cultura se caracteriza como uma forma de expansão da nossa percepção para as múltiplas maneiras de expressão dos indivíduos na sociedade. Ao pensarmos nos tipos de manifestações artísticas ao longo do desenvolvimento da humanidade, a exemplo da música, pintura e literatura, percebemos o quanto essa produção cultural abriu caminhos para a pesquisa histórica, resultando numa compreensão mais ampla das ações humanas no tempo e espaço.

Foi a partir dessa reflexão que o Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq) teve a iniciativa de agregar na presente coletânea “Do Rock à Literatura: Reflexões sobre História e Cultura”, publicada em 2021, trabalhos de historiadores que se debruçaram em pesquisas voltadas para a relação entre História e Cultura, buscando apresentar ao leitor os desdobramentos que esse tipo de união pode gerar.

Assim, os textos inseridos nessa obra versam sobre as relações entre história e música e abordam assuntos como a história em quadrinhos e a literatura. Dividido em seis capítulos, os três primeiros oferecem ao leitor uma gama de possibilidades graças à interação entre história e música, que vão desde os procedimentos metodológicos específicos para se estudar a música enquanto fonte histórica, perpassando pelo caráter intelectual apresentado através das canções de rock, sobretudo durante a Guerra Fria (1947 – 1991), e culminando na análise das questões em torno do rock neofascista e sua atuação no tempo presente.

Enquanto isso, o diálogo entre História e Cultura permanece nos três últimos capítulos do livro. Dessa feita, os textos abordam a história em quadrinhos enquanto instrumento para a construção do projeto de nação durante a década de 1950 no Brasil; tocam ainda em aspectos referentes às obras literárias como fontes significativas para termos acesso a representações do passado de uma determinada sociedade; e, no último capítulo, a coletânea apresenta ao leitor uma reflexão em torno das críticas ao mundo científico durante o século XIX e que continuaram influenciando ainda o século posterior, através da literatura à época.

Dessa forma, os textos que compõem a mencionada coletânea transitam entre domínios distintos, mas todos escolhem um mesmo lugar para realizarem suas reflexões. É do campo da História que os problemas levantados são discutidos. E, assim, do rock à literatura, os historiadores produzem reflexões sobre a História e a Cultura dos nossos dias.


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