Pular para o conteúdo

GET

VI Seminário Debates do Tempo Presente: 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

O Grupo de Estudos do Tempo Presente, da Universidade Federal de Sergipe comunica que, entre 08 e 20 de novembro de 2025, estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos do “VI Seminário Debates do Tempo Presente: 80 anos do fim da Segunda”, evento híbrido que acontecerá nos dias 04 e 05 de dezembro.
No que se refere ao formato, o VI Seminário o VI Seminário terá conferências, mesas redondas e simpósios temáticos presenciais, mas oferecerá oficinas em formato exclusivamente remoto. O VI Seminário Debates do Tempo Presente mantém o propósito de promover a reflexão dos eventos atuais e seus impactos nas sociedades, desde as primeiras edições realizadas em 2013 e 2014, na Universidade Federal de Sergipe e na Universidade Federal de Pernambuco, respectivamente. Nesta edição, almejamos discutir os desdobramentos da Segunda Guerra Mundial, refletindo sobre os seus últimos momentos, mas também sobre o mundo nascido após 6 anos de conflitos.

Assim sendo, a Guerra Fria, a emergência de novos arranjos nas relações internacionais, a persistência dos fascismos, os desafios ao ensino de história e as instalações de ditaduras mundo afora serão alguns dos temas explorados nas discussões dos pesquisadores que, reunidos nas conferências, mesas redondas, simpósios temáticos, oficinas, debaterão mais uma vez a produção do conhecimento de forma interdisciplinar.
O público-alvo do evento é formado por graduandos, pós-graduandos, professores da rede pública de ensino, pesquisadores e docentes das Ciências Humanas e Sociais, em especial aqueles vinculados a instituições da Região Nordeste do Brasil: Educação, Geografia, História, Letras, Museologia, Relações Internacionais, e demais áreas afins.

Inscrições Ouvintes

As inscrições para as conferências, mesas-redondas e oficinas deverão ser realizadas através do *Portal de Cursos e Eventos da UFS*. A seguir, apresentamos o passo a passo para a realização da inscrição:
1. Cadastro no Portal de Cursos e Eventos
Acesse o link abaixo para efetuar o cadastro → Novo Portal de Cursos e Eventos → Cadastre-se → Preencher cadastro → Confirmar cadastro:
🔗 https://www.sigaa.ufs.br/sigaa/public/extensao/loginCursosEventosExtensao.jsf
2. Inscrição no Evento
Após concluir o cadastro, acesse novamente o link acima e siga as etapas:
Login (Entrar) → Inscrição online → VI Seminário Debates do Tempo Presente: 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial → Selecionar atividades→ Inscrever-se (ícone de seta) → Confirmar inscrição.


Informamos ainda que, no perfil do GET no Instagram, estão disponíveis dois vídeos demonstrativos sobre o processo de inscrição. Os vídeos podem ser acessados nos stories em destaque, por meio do link:
🔗 https://instagram.com/grupo_de_estudos_do_tempo


Qualquer dúvida, entrar em contato pelo e-mail eventos@getempo.org

Acesse https://www.2guerra.org e conheça nosso novo portal sobre Segunda Guerra Mundial onde publicamos textos, livros, planos de aula, além de termos um mapa interativo, verbetes e exposições virtuais. Não deixe de conferir.

Programação

04/12

 
Manhã – 9:30 Conferência de Abertura 

Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ) – Os 80 anos do fim da Segunda Guerra

Local: Auditório da didática 5

 

Tarde –  14h Simpósios Temáticos (presenciais)

 

Noite – 18:30 Oficinas remotas

 

 

05/12

 

Manhã 

 

8:30 – Mesa 1  – A Segunda Guerra Mundial e o Cinema

 

Profa.Dra. Andreza Maynard (UFS)

Prof.Dr. Francisco Diemerson (UPE)

Coordenação Profa. Ma. Liliane Andrade (GET/UFS)

Local: Auditório da Bicen

 

10h – Mesa 2 – O mundo depois da Guerra

 

Profa.Dra. Débora Kreuz (IFS)

Prof.Dr. Jorge Zaluski (UFS)

Prof. Dr. Cristiano Gomes da Silva (UNEAL)

Coordenação: Profa. Priscila Antônia (PPGHC/UFRJ)

Local: Auditório da Bicen

 

Tarde –   14h Simpósios Temáticos (presenciais)

 

Tarde – 16h Conferência de Encerramento

Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (UFS) – O Nordeste brasileiro e a Segunda Guerra Mundial

Local: Auditório da Bicen

Simpósios Temáticos (atividade presencial)

As inscrições para submissão de trabalho para apresentação em simpósios temáticos estão abertas e irão até até 25/11/25. Os interessados, deverão enviar o resumo do trabalho em um arquivo formato Doc (Word).

O resumo deverá conter:

1. Título do Trabalho em caixa alta;

2. Nome do autor e coautor (se houver);

3. Informações sobre o autor e coautor (se houver): curso, instituição de fomento (se houver), e-mail (opcional).

4. Nome e titulação do orientador (se houver) e departamento ao qual pertencem.

5. Simpósio selecionado (a indicação de um segundo simpósio temático, em caso de não aprovação no primeiro, é opcional);

6. O resumo deverá possuir de 600 a 1000 caracteres com espaçamento.

7. Após o resumo, inserir três palavras-chave separadas por ponto.

A  divulgação dos resultados e envio das cartas de aceite serão realizadas a partir do dia 27/11/25. Os autores que tiverem seus trabalhos aprovados terão até o dia 25/12/25 para enviar o texto completo para a publicação nos Anais Eletrônicos do evento. 

Abaixo, segue a lista dos simpósios temáticos disponíveis:

Coordenador: Prof. Dr. Jorge Zaluski (Profhistória/ PPGED/UFS)

Ementa: Este Simpósio Temático propõe reunir pesquisas concluídas ou em desenvolvimento que discutam o Ensino de História e seus desafios no Tempo Presente, especialmente no contexto da educação básica. A partir do entendimento de que a escola, professores/as e estudantes produzem um conhecimento histórico específico (Silva, 2019) e de que o Ensino de História deve contribuir para a construção de saberes capazes de confrontar as contradições da história, articulando o entendimento do passado ao estranhamento do presente. Serão bem-vindos trabalhos que abordem temas como: A história do Ensino de História; Temas Sensíveis e o Ensino de História; Negacionismos e o Ensino de História; Ensino de História em uma perspectiva antirracista; Ensino de História e Interseccionalidades; Fontes para o ensino de História no Tempo Presente; Metodologias para o Ensino de História; Ensino de História a partir dos povos originários; Ensino de História e Direitos Humanos, dentre outros que possam contribuir para adensarmos a discussões do campo de estudos.

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdZP7qWs70XnlvtIBbJ8SIQwigTG23EI86YMUAO68_s2DDo3w/viewform?usp=header

Coordenação: Profa. Dra. Janaína Cardoso de Mello (Profhistória/ PPGED/UFS) e Prof. Lucas de Jesus Santos (PPGED/UFS) 

Ementa: A Inteligência Artificial (IA) como sistema digital de coleta de dados, processamento e elaboração de respostas textuais e imagéticas tem sido amplamente utilizada, entre exaltações e contestações, por discentes, docentes, gestores, pesquisadores. Embora os celulares tenham sido proibidos em sala de aula (fora do uso pedagógico), o acesso à IA cresce a cada dia em diversos setores da sociedade e, principalmente, está imiscuído em redes sociais, softwares de edição de textos e imagens, sites de busca, entre outros. Nesse aspecto, como a Educação, e especificamente, o Ensino de História, está lidando com essa experiência junto aos estudantes screenagers (nativos digitais) neste breve século XXI? Da geração ansiosa à geração obsoleta, qual será o futuro próximo do ensino? São bem-vindas as pesquisas, estudos, reflexões que têm buscado responder esta indagação formulando novas teorias, metodologias e proposições para escolas e universidades em seu processo educativo. 

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJCRm-Po6GvIUkjhTuOmR1lzyVl6-ou18owB2u3hMJrg4OkA/viewform?usp=publish-editor 

Coordenação: Profa. Dra. Andreza Santos Cruz Maynard (Profhistória/GET/UFS), Profa. Ma. Liliane Costa Andrade (PPGHC/GET/SECBA), Prof. Dr. Francisco Diemerson de Sousa Pereira (GET/UPE)

O simpósio temático propõe discutir as múltiplas relações entre o cinema e a produção do conhecimento histórico, entendendo o audiovisual como fonte, linguagem e agente de construção de sentidos sobre o passado. Busca reunir historiadores e pesquisadores interessados nas formas pelas quais os filmes representam eventos, personagens e identidades, contribuindo para a formação de memórias e imaginários coletivos. O simpósio acolherá trabalhos que abordem o cinema como objeto de análise histórica, instrumento pedagógico ou prática de intervenção cultural, promovendo um diálogo interdisciplinar entre História, Arte, Comunicação e Educação.

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSezbgIUhn8xr2VZcTA4hnKUknenMnVZXoF6qMsIYZOblTZI1Q/viewform?usp=publish-editor

Coordenação: Profa. Dra. Débora Strieder Kreuz (IFS); Prof. Dr. Lineker Noberto (UFS)

Resumo: Em 2024 o golpe civil-militar no Brasil fez 60 anos. Em 2023, o golpe no Chile e no Uruguai completaram 50, e o fim da ditadura argentina, 40 anos. As chamadas “datas redondas” mobilizam e são convites para pensarmos esses processos históricos ainda em curso, os quais, nos últimos anos, ganharam contornos negacionistas inclusive. Isso demonstra, de início, o quanto as sociedades latino-americanas estão permeadas pela presença dos golpes e ditaduras, cujas permanências se refletem cotidianamente. Assim, o presente simpósio buscará estabelecer diálogos sobre esse período, seus antecedentes e reflexos no presente. Buscaremos reunir trabalhos que investiguem temas relacionados às ditaduras de segurança nacional do Cone-Sul: movimentos sociais existentes antes dos golpes, fundamentação ideológica dos golpes, organizações de direita, participação empresarial nos golpes e na direção das ditaduras, sistemas repressivos e suas articulações internacionais, violações de direitos humanos, exílios e redes de solidariedade, Operação Condor, perspectivas locais e regionais, testemunhos traumáticos, justiça de transição, acesso aos arquivos repressivos, políticas de memória e de esquecimento, permanências autoritárias e atuação dos militares nas democracias, propaganda e resistências por meio das artes, reflexões sobre o ensino de História das ditaduras e tendências historiográficas sobre o tema.

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdxHdZLNUqa1NmudOcuBuraWICRP8-ddmYI7rHwA4NFz7NXUw/viewform?usp=header

Coordenação: Prof. Dr. Cristiano Cezar Gomes da Silva (UNEAL/PRODIC/NEHCult) e Profa. Ma. Wilma Lima Maciel (UFBA/PPGLITCULT Uneal/NEHCult)

Resumo: O conhecimento em História tem uma longa trajetória na existência humana e vem passando por grandes mudanças na contemporaneidade. Novos campos, novos domínios têm sido abarcados em um diálogo cada vez mais profícuo. Isso tem propiciado a interação entre as diversas áreas do conhecimento, seguindo a proposta dos primeiros Annales há quase cem anos. Nessa direção, a riqueza e a pluralidade dos estudos em História têm proporcionado uma amplitude em movimento crescente de possibilidades na atualidade. Dentro dessa perspectiva, vários conceitos de ciências vizinhas têm sido incorporados ao debate historiográfico, dentre os quais cultura e território. Do ponto de vista da cultura, vemos um processo de diacronia e sincronia entre as novas práticas e representações culturais e aquelas já tradicionalmente estabelecidas em um território, enquanto lugar utilizado, praticado e representado por um dado grupo social. Dessa forma, a relação intrínseca entre as manifestações, práticas e representações culturais e um dado território, resultante do movimento de diálogo entre culturas e as suas dinâmicas próprias, ressignificando culturas locais existentes em um território no intrincado processo de dinâmica cultural, ousamos chamar de “terriculturalidade”. Por outro lado, as discussões acerca do território também têm passado por relevantes transformações nas últimas décadas. A noção de território tem se deslocado para o domínio do simbólico, cujas conceituações têm se tornado mais fluidas e abstratas, no sentido de abarcar, também, o intangível e o imaginário na esfera do simbólico. Dessa maneira, a percepção de que há uma dimensão simbólica nos propicia investigá-lo sob o prisma da territorialidade, entendida como uma característica inerente àquilo próprio do território, em especial ao simbólico que o constitui. É nesse contexto de mudanças epistemológicas perpassando a academia e outros centros de produção de conhecimento, que vimos propor um grupo de discussão sobre essas perspectivas em diferentes áreas. Assim, neste ST, buscaremos as interfaces entre História, Cultura e Território Simbólico, a partir de estudos sobre temáticas interdisciplinares que abordem tais conceitos nas mais variadas áreas do conhecimento.

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdJziY021ZLClhVI1SSVrM7lONWhlHo4tk-yPz6t3G3_KkTkQ/viewform?usp=publish-editor

Coordenação: Dr. Leandro Couto Ricon (UCP) e Drnda. Tallita Stumpp (UCP) 

Resumo: Este Simpósio Temático propõe-se a discutir a relevância e as formas de inserção da Teoria da História e da História da Historiografia no contexto do Ensino de História na Educação Básica. Muitas vezes percebidas como disciplinas restritas ao ambiente universitário, argumentamos que a reflexão sobre o que é a História, como ela é produzida e as diferentes abordagens teóricas e metodológicas são relevantes ferramentas para a formação do pensamento histórico e crítico dos estudantes. Nesse sentido, convidamos pesquisadores(as) e estudantes a submeterem propostas de trabalho que explorem, mas não se limitem, aos seguintes eixos de discussão: (1) Fundamentos Teóricos e Conceituais (Como os conceitos de Tempo, Fato, Fonte, Narrativa Histórica, Subjetividade/Objetividade e Verdade podem ser trabalhados em sala de aula?); Análise de documentos curriculares (BNCC, Propostas Curriculares Estaduais/Municipais, etc.) que abordam, direta ou indiretamente, a Teoria da História; (2) Práticas e Metodologias de Ensino (Relatos de experiências didáticas bem-sucedidas no ensino de História que utilizam a Historiografia ou a Metodologia/Teoria da História como objeto ou ferramenta); Discussão sobre o uso de fontes historiográficas, debates entre historiadores e diferentes “escolas” historiográficas (Annales, Micro-História, História Cultural, etc.) como conteúdo escolar; (3) Formação de Professores e Pensamento Histórico (O papel da Teoria da História e da Historiografia na formação inicial e continuada de professores; Contribuições dessas áreas para o desenvolvimento da consciência histórica e do pensamento crítico dos alunos); e (4) Materiais Didáticos e Linguagens (Análise crítica de livros didáticos e outros materiais em relação à forma como apresentam o ofício do historiador e a produção do conhecimento histórico; O uso de mídias, cinema, literatura ou tecnologias digitais para abordar questões da Teoria da História na escola). 

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScqEjY6DRq9tscY3_MVKaKANSA2-CNm2e7sEWAykSr539vdvw/viewform?usp=publish-editor

Coordenação: Prof. Dr. Diego Leonardo Santana Silva (UPE/GET/Facepe/CNPq) e Prof. Dr. Paulo Roberto Alves Teles (SEMED/AJU).

A relação entre a História e os traumas coletivos vem ocupando espaço crucial nos debates contemporâneos rendendo discussões que abrangem desde o campo do Ensino de História até os rumos da própria historiografia. Sendo narrativas mestras da história, os traumas coletivos e os temas socialmente vivos moldam nossa relação com o mundo e trazem consigo discussões quanto à permanência de práticas e ideias que remetem ao autoritarismo, ao desprezo pela democracia, ao racismo, xenofobia, homofobia e demais manifestações de intolerância e de traumas que abrangem tanto questões individuais quanto coletivas. Serão aceitos trabalhos relacionados a temas como extremismos, extrema-direita, fascismos, ditaduras, massacres, genocídios e que lidem com temas socialmente vivos. 

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8L0zs7_E3HIQBZvKXtyIdglS3PJbh2HqpmKoyrbrOEhcHOg/viewform?usp=publish-editor

Coordenadores: Prof.ª Dra. Adriana Mendonça Cunha (Fiocruz/GET/UFS/CNPq); Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (Profhistória UFS – PPGHC/UFRJ-GET/CNPq); Prof.ª Priscila Antônia dos Santos (PPGHC/UFRJ/GET/UFS/CNPq)

Resumo: o século XX foi marcado por guerras que redefiniram fronteiras e promoveram transformações políticas, econômicas, culturais e sociais de alcance global. Conforme assinala o historiador Eric Hobsbawm (1995), com a queda dos impérios, teve início o “breve século XX”, marcado por três importantes conflitos: a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra Fria (1947-1991). Esses eventos não só remodelaram a ordem geopolítica, como também impactaram as estruturas de pensamento, os valores culturais e as práticas sociais. Como destacado por Tony Judt (2008), o fim da Segunda Guerra consolidou uma nova ordem internacional, marcada pela divisão ideológica entre os blocos capitalista (EUA) e socialista (URSS). Ao mesmo tempo, estes conflitos não se restringiram aos campos de batalha, mas invadiram as casas, as escolas, as telas de cinema, moldando o cotidiano e os modos de sentir das pessoas. Tendo em vista que o estudo destes acontecimentos históricos continua sendo um campo fértil para compreensão das relações entre o global, o regional e o local, a proposta deste simpósio é reunir trabalhos que discutam os impactos destes conflitos nas relações internacionais, na política, na economia, na cultura, no cotidiano e nos modos de sentir e narrar a guerra.

Formulário de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLQy8rnJCEf5TgurD8TpTU199LPRQFLO78pgSADnC16J-tQg/viewform?usp=publish-editor

Oficinas remotas

Ministrante: Profa. Ma. Pérola Barros (PPGHC/UFRJ/GET) 

Vagas: 40

Ementa: Esta oficina tem por objetivo apresentar uma visão panorâmica dos aspectos relacionados ao entendimento da fotografia enquanto fonte histórica e as potencialidades e limites inerentes ao seu uso no fazer historiográfico. Para tanto, abordaremos: a emergência da fotografia no século XIX; aspectos da linguagem fotográfica; a polissemia e os tipos de conotações possíveis das fotografias; e aspectos da análise e interpretação de tais imagens.

 

Ministrantes: Profa. Dra. Janaina Cardoso de Mello (UFS) e Prof. Dr. Marcelo de Souza Silva (UFTM) 

Vagas: 40

Ementa: Inspirado nas reflexões de Abdias Nascimento e Beatriz Nascimento, o Ciberquilombismo emerge no século XXI como teoria e prática, como atitude que se apopria dos meios digitais (redes sociais, podcast, metaverso, Inteligência Artificial, hack, ativismo digital etc.). Para “aquilombar” a resistência da cultura negra na insurgência contra o colonialismo digital.  A oficina tem como propósito apresentar as bases teóricas e os caminhos de ação para a realização do ciberquiolombismo.

Ministrante: Prof.Dr. Jorge Zaluski (UFS) 

Vagas: 40

Ementa: Esta oficina tem como objetivo apresentar o campo de estudos da História da Infância e da Juventude a partir das investigações desenvolvidas na América Latina, sob a perspectiva da História do Tempo Presente (HTP). Com a intenção de instrumentalizar pesquisadores em formação, a proposta busca reunir as contribuições da HTP para a análise de fontes históricas e a indicação de percursos de pesquisa que ampliem a compreensão da História das Infâncias e Juventudes.

Ministrante: Prof. Me. Andrey Augusto Ribeiro dos Santos (PPGHC/UFRJ/GET)

 Vagas: 40

Ementa: A presente oficina tem como objetivo analisar casos contemporâneos em que o conceito de terrorismo foi empregado, buscando evidenciar como esse tema pode abrir brechas para abusos e instrumentalizações políticas. Para tanto, inicia-se com a discussão das dificuldades que envolvem a formulação de um conceito unificado do fenômeno terrorista, tanto em âmbito nacional quanto internacional, destacando as razões pelas quais ainda não existe uma definição universalmente aceita desse crime. Em seguida, serão examinados casos emblemáticos e exemplos mais recentes, que servirão de base para refletir sobre o caráter político do termo, seu uso como ferramenta de poder e as possíveis consequências decorrentes de sua aplicação.

Ministrante: Profª. Ma. Caroline de Lara  (GET/UFS/CNPq)

Vagas: 40

Ementa

Para Michel Certeau (1982), toda pesquisa histórica tem como premissa três fatores: lugar social, uma prática e uma escrita. Tais características nos revelam a pertinência do papel do(a) historiador(a) nas mais diversas etapas da construção do conhecimento histórico, inclusive, no trato das fontes, perpassando pelo uso do fato histórico e do processo historiográfico.

Nesse sentido, se torna mister realizarmos algumas considerações no que diz respeito às particularidades do uso de determinadas fontes para a historiografia. Assim, visamos explorar nesta oficina, o uso “Propagandas dos almanaques de farmácia como fontes para a história do Brasil”, o uso desses materiais para a propagação de ideais de eugenia, durante o recorte temporal de 1900 a 1945.

Coadunamos com o exposto por José D’Assunção Barros (2012) quanto a classificação das fontes supracitadas como indiretas, pois devemos considerar a possibilidade de que seus conteúdos foram modificados, influenciados por intenções específicas de seu editorial. Elas também podem ser consideradas como fontes seriais, pois apresentam características como a homogeneidade na produção e distribuição, continuidade temporal de produção, bem como características recorrentes que possibilitam a identificação de tendências do processo historiográfico (Barros, 2012, p. 147).

Ressaltamos também suas características segundo as concepções de periódicos de Tania Regina de Luca (2005), considerando aspectos como as técnicas de impressão e o contexto social como meios de maior atratividade do material. Os almanaques de farmácia eram publicações pequenas, com dimensões aproximadamente de 13cm x 18cm, variando de 16 a 40 páginas (Nadaf, 2011).

O recorte temporal supracitado é significativo principalmente, por se tratar de um momento de forte apelo civilizacional no Brasil, onde os medicamentos industrializados simbolizavam a modernização, frente às práticas populares de cura, oriundas dos povos africanos e autóctones. Nesse contexto, os almanaques de farmácia transformavam a sabedoria popular em uma vitrine farmacêutica de elixires, pomadas e cápsulas, difundindo novas práticas medicamentosas, visando um aperfeiçoamento do cidadão brasileiro, unindo ciência, religião, economia e política.

Assim sendo, abordaremos nessa oficina o quão é necessário sabermos extrair das fontes o que elas nos proporcionam, utilizando as metodologias mais adequadas, contribuindo assim, para a escrita da história do Brasil.

Ministrante: Profa. Priscila Antônia dos Santos (GET/UFRJ/PPGHC).

Vagas: 40 

Ementa

Esta oficina é voltada para estudantes de graduação que estão iniciando sua trajetória na pesquisa científica e tem como propósito apresentar alguns gêneros textuais, destacando suas características e aplicabilidade no contexto acadêmico. Ao longo da oficina, serão propostas atividades práticas de elaboração de resumo, resenha e fichamento, de acordo com as normas da ABNT. 

Ministrante: Profa Ma. Talita Emily Fontes (PPGHCS/COC/Fiocruz/CODAI/UFRPE)

Vagas: 40

Ementa

A presente oficina tem por objetivo discutir o relato de viagem como fonte e objeto de análise histórica, explorando suas dimensões híbridas, que transitam entre o testemunho, a representação e a criação literária. Partindo de um panorama sobre os diferentes usos e apropriações desse tipo de documento pela historiografia, busca-se evidenciar como os relatos de viagem se constituem como um espaço situado no limiar entre a mediação cultural e a expressão identitária. Ao tratar especificamente da produção de relatos no século XX, propõe-se relacionar essa categoria documental à promoção dos intercâmbios culturais e educacionais intensificados no pós-Primeira Guerra Mundial e consolidados como política de Estado em diversas nações nas décadas seguintes. Nessa perspectiva, a oficina analisará casos de romancistas brasileiros, com destaque para Érico Veríssimo e Graciliano Ramos, refletindo sobre as conexões entre literatura, diplomacia cultural e poder simbólico no século XX. Além da exposição dialogada, a atividade incluirá a apresentação de um roteiro metodológico de análise de fontes, inspirado nas propostas de Alves (2022) e Junqueira (2011). Espera-se, ao final, que os(as) participantes desenvolvam uma compreensão crítica sobre as potencialidades do relato de viagem como documento histórico e literário, reconhecendo-o como uma pertinente chave de leitura para o seu tempo.