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VII SEMINÁRIO VISÕES DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

O Grupo de Estudos do Tempo Presente, da Universidade Federal de Sergipe comunica a realização do VII Seminário Visões do Mundo Contemporâneo: Tribunais da História, evento que acontecerá nos dias 22 e 24 de setembro de 2026, em Aracaju-SE. O seminário terá formato híbrido com conferências, mesas-redondas, lançamento de livros e exposição ocorrendo de maneira presencial. Já os Simpósios Temáticos acontecerão exclusivamente no formato remoto. 

O Visões do Mundo Contemporâneo chega a sua sétima edição mantendo o propósito de promover a reflexão dos eventos atuais e seus impactos nas sociedades. O evento teve sua primeira edição realizada em 2011 na Universiadde Federal de Sergipe e, desde então vem regularmente promovendo debates sobre temas do mundo contemporâneo. Assim sendo, a Guerra Fria, a emergência de novos arranjos nas relações internacionais, a persistência dos fascismos, os desafios ao ensino de história e as instalações de ditaduras mundo afora serão alguns dos temas explorados nas discussões dos pesquisadores que, reunidos nas conferências, mesas redondas, simpósios temáticos, oficinas, debaterão mais uma vez a produção do conhecimento de forma interdisciplinar.

O público-alvo do evento é formado por graduandos, pós-graduandos, professores da rede pública de ensino, pesquisadores e docentes das Ciências Humanas e Sociais, em especial aqueles vinculados a instituições da Região Nordeste do Brasil: Educação, Geografia, História, Letras, Museologia, Relações Internacionais, e demais áreas afins

Inscrições Ouvintes

As inscrições para as conferências, mesas-redondas e oficinas deverão ser realizadas através do Portal de Cursos e Eventos da UFS  entre os dias 30/07 a 20/09. A seguir, apresentamos o passo a passo para a realização da inscrição:
1. Cadastro no Portal de Cursos e Eventos
Acesse o link abaixo para efetuar o cadastro → Novo Portal de Cursos e Eventos → Cadastre-se → Preencher cadastro → Confirmar cadastro:
🔗 https://www.sigaa.ufs.br/sigaa/public/extensao/loginCursosEventosExtensao.jsf
2. Inscrição no Evento
Após concluir o cadastro, acesse novamente o link acima e siga as etapas:
Login (Entrar) → Inscrição online → VII Seminário Visões do Mundo Contemporâneo: Tribunais da História → Selecionar atividades→ Inscrever-se (ícone de seta) → Confirmar inscrição.

Informamos ainda que, no perfil do GET no Instagram, estão disponíveis dois vídeos demonstrativos sobre o processo de inscrição. Os vídeos podem ser acessados nos stories em destaque, por meio do link:
🔗 https://instagram.com/grupo_de_estudos_do_tempo

Qualquer dúvida, entrar em contato pelo e-mail eventos@getempo.org

Programação

Em breve publicaremos a programação completa.

Simpósios Temáticos (atividade remota)

As inscrições para submissão de trabalho para apresentação em simpósios temáticos ocorrerão entre os dias 30/07 a 20/08. Os interessados, deverão submeter sua proposta no link https://forms.gle/8e9yvkgfsxpH7M68A 

Será permitida a submissão de 1 trabalho por pessoa seja como autor(a) ou co-autor(a). As normas e o modelo de submissão para os textos completos podem ser consultadas aqui.

A  divulgação dos resultados e envio das cartas de aceite serão realizadas a partir do dia 26/08. Os autores que tiverem seus trabalhos aprovados terão entre os dias 28/09 a 11/10 para enviar o texto completo para a publicação nos Anais Eletrônicos do evento. 

Abaixo, segue a lista dos simpósios temáticos disponíveis:

Coordenadores:

Adriana Mendonça Cunha
Professora – IFRN
Doutora em História das Ciências e da Saúde – Fiocruz
Pesquisadora em estágio pós-doutoral – Fiocruz/ CNPq
Membro do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq)

Ramon Feliphe Souza
Doutor em História das Ciências e da Saúde – Fiocruz
Pesquisador em estágio pós-doutoral – Fiocruz/FAPERJ nota 10

Gabriela Miranda
Doutora em História das Ciências e da Saúde – Fiocruz
Pesquisadora bolsista do Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST

Resumo: Esse simpósio visa reunir contribuições de pesquisadores de diversas áreas que se dediquem a estudar da Guerra Fria no Brasil e na América Latina, ampliando o debate sobre como instituições, sujeitos e projetos atuaram na implementação de agendas econômicas, políticas, científicas, sanitárias e culturais voltadas à promoção do desenvolvimento na região. Mais do que um espaço de influência das grandes potências (EUA e URSS), a América Latina participou como agente ativo na produção de saberes, políticas e estratégias no conflito. A visão tradicional da Guerra Fria como um embate entre duas superpotências ideologicamente opostas não é imprecisa, mas vem sendo ampliada por abordagens que exploram seus contornos espaciais e temáticos, especialmente a partir de estudos de casos que vão além das fronteiras nacionais e regionais. Mais do que uma mudança na escala de análises, essas novas perspectivas contribuem para a descentralização do conflito, revelando sua complexidade para além da corrida armamentista e das relações diplomáticas. Nesse cenário, nossa intenção é reunir trabalhos que se dediquem ao tema, aprofundado a compreensão as dinâmicas políticas, econômicas, sociais e culturais em um período marcado por tensões, guerra, ameaças nucleares, projetos de desenvolvimento e modernização e movimentos culturais.

Coordenadoras:

Maria Luiza Pérola Dantas Barros
Doutora em História Comparada – UFRJ
Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET/UFS/CNPq

Priscila Antônia dos Santos
Mestre em História Comparada – UFRJ
Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET/UFS/CNPq

Resumo: Passados 81 anos do fim do conflito que marcou o século XX, a II Guerra Mundial (1939- 1945) permanece viva em nosso tempo, quer em sua abordagem no ensino de História, que por meio de diversas produções, como filmes, jogos, séries, livros, documentários e outras produções que reinventam o conflito sob diferentes aspectos. Na historiografia, esse campo segue em constante renovação, seja pela revisitação de temas já consagrados à luz de novas abordagens teóricas, pela descoberta de novas fontes históricas ou pela incorporação de fontes antes ignoradas. Considerando a abrangência e diversidade dos estudos sobre a II Guerra Mundial, este simpósio visa reunir pesquisas que se debrucem sobre o conflito em suas múltiplas dimensões: política, cultural, social, militar, econômica ou científica, a fim de tanto promover a discussão e divulgação desses trabalhos, quanto a troca de experiências entre pesquisadores.

Coordenadores:

Anailza Guimarães Costa
Mestra em Educação – UFS
Doutoranda em História Política – UEM

Ricardo Perez Perez
Mestre em História – PUC de Goiás
Doutorando em História Política – UEM

Resumo: A proposta deste simpósio temático é reunir pesquisas que investiguem como o Estado intervém na produção, organização e circulação de documentos, narrativas e memórias sobre experiências de guerra, violência, repressão e trauma coletivo, analisando os mecanismos pelos quais determinados acontecimentos são legitimados, silenciados ou disputados no chamado “tribunal da história”. A metáfora da história como um tribunal permanente, cujos vereditos permanecem sempre provisórios, permite refletir sobre uma questão central da Nova História Política e da História do Tempo Presente: quem controla aquilo que chega ao tribunal da história e por quais mecanismos esse controle é exercido?
Em diferentes contextos históricos, o Estado produz, organiza e administra documentos e narrativas que não apenas registram o passado, mas também selecionam experiências, hierarquizam memórias e delimitam o campo do dizível. Assim, manuais, arquivos, processos judiciais, relatórios e outros documentos oficiais são compreendidos como práticas de poder e construção narrativa. O simpósio convida pesquisadores que investiguem as relações entre Estado, memória, documentação e produção de narrativas sobre experiências traumáticas. Serão bem-vindas comunicações que abordem documentos estatais como instrumentos de construção narrativa, práticas arquivísticas e tecnologias de poder, propaganda e produção de identidades nacionais, justiça de transição e comissões da verdade, políticas de memória e esquecimento, tribunais e processos judiciais como produtores de narrativas históricas, legados autoritários, e as interfaces entre história, direito e memória. Dessa maneira, o simpósio pretende receber pesquisas de diferentes contextos históricos que tenham como eixo comum a análise das formas pelas quais o Estado produz, administra, disputa ou condiciona as narrativas sobre o passado.

Coordenador:

Romero Romulo da Silva Júnior
Mestre em História – UFS
Integrante do Grupo de Pesquisa Poder, Cultura e Relações Sociais na História – UFS/CNPq

Resumo: O simpósio objetiva discutir as possibilidades de mobilizar a memória como fonte para a pesquisa histórica, conceituando-a e problematizando seus usos e limites. Busca, ainda, analisar gênero e sexualidade como categorias fundamentais para a interpretação dos processos históricos, destacando suas especificidades e relevância para a produção historiográfica contemporânea. Também pretende examinar os caminhos metodológicos e os procedimentos de pesquisa que envolvem essas categorias, refletindo sobre suas potencialidades e desafios. O recorte temático mostra-se relevante por promover a renovação das discussões teóricas e metodológicas, evidenciando como gênero e sexualidade tensionam políticas de esquecimento, contribuem para a construção de novas subjetividades e ampliam as perspectivas sobre os acontecimentos históricos. Assim, o simpósio propõe um espaço de debate alinhado às transformações do campo historiográfico e às demandas do tempo presente.

Coordenadores:

Diego Leonardo Santana Silva
Doutor em História Comparada – UFRJ
Bolsista no Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional – MCTIC/CNPq/FACEPE

Caroline de Lara
Mestre em História – UEPG
Doutoranda em História – UFPE

Resumo: Este Simpósio Temático tem como objetivo discutir trabalhos que se enquadrem na História do Tempo Presente, um campo da historiografia contemporânea que se propõe à análise de processos históricos ainda em curso ou cujos impactos permanecem vivos na experiência social. Serão acolhidos trabalhos que abordem questões relacionadas à memória, trauma, direitos humanos, autoritarismos, conflitos, migrações, movimentos sociais, cultura digital, história pública, ensino de história e demais temas vinculados às transformações políticas, sociais e culturais das últimas décadas. Desse modo, busca-se promover um espaço de reflexão sobre os procedimentos metodológicos, os referenciais teóricos e os dilemas éticos envolvidos na produção do conhecimento histórico sobre o presente, incentivando o diálogo interdisciplinar e a troca de experiências de pesquisa.

Coordenadora:
Carla Darlem Silva dos Reis Cabral
Mestre em História – UFS
Coordenadora Pedagógica – Colégio Master

Resumo: As narrativas históricas sempre estiveram sujeitas a disputas de poder, mas a ascensão da inteligência artificial introduz novas dinâmicas nesse processo. Algoritmos, sistemas de recomendação e modelos generativos passaram a atuar na produção, curadoria e disseminação de discursos sobre o passado e o presente, redefinindo quem narra, o que é lembrado e o que é silenciado. Este simpósio propõe reunir pesquisadores interessados em investigar como a inteligência artificial reconfigura a construção da memória, a legitimação de fontes e a disputa por sentido histórico, discutindo vieses algorítmicos, desinformação, deepfakes, revisionismo automatizado e implicações éticas e metodológicas para a escrita da história na contemporaneidade.

 

Coordenadores:

Eliabe Procópio
Doutor em Linguística e Língua Portuguesa – UNESP
ProfessorUFC/PPGL – UFS/CNPq

Cezar Neri
Doutor em Língua e Cultura – UFBA
Professor – UFS

Resumo: A correlação entre história e linguística é uma das mais antigas nas humanidades, inclusive a disciplina história da língua era a única possibilidade para descrição linguística antes de Saussure (1916). Com o advento dos estudos de orientação sincrônica, em especial dos formalismos, a história da língua foi perdendo espaço na formação de pesquisadores, consequentemente diminuíram as publicações de orientação histórica. Contudo, a partir dos anos 80, ocorre um ressurgimento dos estudos históricos da língua, com pesquisas de vertente mais social ou mais gramatical, todas agrupadas pelo rótulo linguística histórica. Desde então, modelos linguísticos, como a teoria da variação e da mudança, e abordagens historiográficas têm configurado o quadro teórico e metodológico das pesquisas em linguística histórica. Esse cenário justifica um simpósio sobre linguística histórica neste evento essencialmente de historiadores, um simpósio que objetiva reunir e divulgar pesquisas de orientação histórica sobre a língua portuguesa.

Coordenador:
Pedro Carvalho Oliveira
Doutor em História – UEM
Professor – UNIVASF

Resumo: Este simpósio temático objetiva reunir pesquisas, em diferentes etapas, dedicadas ao estudo das ideias políticas e dos movimentos sociais na contemporaneidade. De um lado, temos observado um fortalecimento de ideias fascistas em nosso entorno: quais são suas particularidades e quais são os seus pontos de contato com os fascismos do início do século XX? De outro lado, é perceptível o avanço de movimentos pela ampliação de direitos, pela defesa de grupos vulneráveis e pela organização da classe trabalhadora, em meio a uma realidade cada vez mais atravessada pelas transformações do capitalismo: o que esses movimentos aprenderam com atores do passado? Partindo da ideia de que os movimentos sociais agem politicamente em disputas tensas com o Estado, com as instâncias tradicionais de poder e com modelos específicos de sociedade, este simpósio pretende promover discussões salutares para a melhor compreensão de seus impactos na história contemporânea.

Coordenadores:
Bruno César Pereira
Doutor em Sociologia – UFSCar
Membro do Grupo de Pesquisa Terra, Trabalho, Memória e Migração – TRAMA – UFSCar/CNPq

Vania Vaz
Doutora em História – RENNES 2, França
Professora Colaboradora – UNICENTRO

Resumo: O Simpósio Temático propõe reunir pesquisas dedicadas à análise do trabalho de mulheres no mundo rural, privilegiando abordagens que articulem as dimensões de classe, gênero e raça/etnia. Dialogando com as contribuições da História Social do Trabalho e da História das Mulheres, busca acolher estudos sobre as múltiplas experiências laborais femininas, as transformações do trabalho no mundo rural, as relações de trabalho, os processos de exploração e invisibilização, bem como as formas de resistência e organização protagonizadas por trabalhadoras rurais. Com ênfase na segunda metade do século XX e nas primeiras décadas do século XXI, período marcado por profundas reestruturações no campo (modernização agrícola, mecanização, expansão do agronegócio e transformações nas formas de contratação e organização do trabalho), são bem-vindas pesquisas que contemplem diferentes contextos regionais, categorias de trabalhadoras, memórias do trabalho, mobilidade laboral, organização coletiva e conflitos sociais.

Coordenadores
Débora Strieder Kreuz
Doutora em História – UFRGS
Professora – IFS

Lineker Noberto
Doutor em História – UFRGS

Resumo: Os estudos sobre o Brasil republicano se destacaram, nas últimas décadas, pela revisão de interpretações e incorporação de novos temas e sujeitos. Na esteira da renovação da História Política, as relações entre sociedade e política conformam variados objetos, analisam novas fontes e resultam em abordagens originais sobre a Primeira República (1889-1930), a Era Vargas (1930-1945), a República Democrática (1945-1964), a Ditadura de Segurança Nacional (1964-1985) e a Nova República (1985-2026[?]). Apesar dessas divisões, há também o entendimento de que questões, objetos e conceitos podem romper com as delimitações dadas pela duração de um regime, observando-se as permanências, recorrências, modificações, inflexões e rupturas. Este simpósio temático pretende reunir comunicações sobre os diferentes aspectos sócio-políticos do Brasil republicano, incluindo os sistemas políticos, eleições, governos, partidos, trajetórias políticas e imprensa, bem como estudos sobre intelectuais, associações, movimentos sociais, lutas da cidade e do campo, elites e povo.

Coordenadores:

Rafael Pinheiro de Araujo
Doutor em História Comparada – UFRJ
Professor – UERJ

Maria Cllara Barbieri Farinha Marrafa
Mestre em História – UERJ

Resumo: O Simpósio propõe reunir pesquisas em História do Tempo Presente com foco nas experiências do Sul Global, analisando as relações entre Estado e as crises políticas, econômicas e sociais desde a segunda metade do século XX. Privilegia-se a compreensão das transformações estatais, dos processos de autoritarismo e democratização e da atuação de movimentos sociais em contextos marcados por desigualdades, dependências e intensas disputas políticas. Destaca-se o papel das resistências sociais, das mobilizações populares e das estratégias coletivas frente a projetos autoritários, neoliberais e excludentes, evidenciando a centralidade dos conflitos na construção das democracias. Serão aceitos trabalhos nos campos da história política, cultural e econômica que abordem temas como ditaduras, redemocratização, avanço das direitas e extremas direitas, protestos, rebeliões e formas de participação democrática, bem como os impactos de crises globais recentes, como a COVID-19 e conflitos internacionais, por meio de estudos de caso, análises regionais ou abordagens comparativas situadas no Sul Global.

Coordenadoras:
Liliane Costa Andrade
Doutora em História Comparada – UFRJ
Professora – SEC/BA
Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET/UFS/CNPq

Maria Viviane de Melo Silva
Doutora em História – UFSC
Professora – IFAL

Resumo: Nos últimos anos, observamos um crescente número de pesquisas que analisaram, sob diferentes perspectivas, as relações entre História e Cinema. Nesse contexto, os filmes têm sido compreendidos e trabalhados a partir de distintas vertentes, assumindo papéis de agentes históricos, representações da história, memória, fontes de pesquisa, instrumentos para o ensino de história e possibilidade de sua interação com outros meios de comunicação, além de investigações sobre os espaços de circulação e exibição cinematográfica. No tocante ao ensino de história, a utilização dos filmes em sala de aula demonstra seu potencial para reflexão do saber crítico bem formação de consciência histórica dos estudantes acerca das representações narrativas do passado e presente. Desta maneira, este simpósio busca reunir pesquisas que estabeleçam diálogos entre História e Cinema, contemplando diferentes objetos que explorem as múltiplas possibilidades de interpretação desta área e que contribuam para o fazer historiográfico no tempo presente.

Oficinas

Em breve publicaremos as oficinas disponíveis.