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V Visões do Mundo Contemporâneo: 80 anos do Brasil na II Guerra

O Grupo de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal de Sergipe (GET/UFS/CNPq), em parceria com o Departamento de História (DHI/UFS), o Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UFS), o Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC/UFRJ) e a Rede Tempo Brasil, comunica que estão abertas as inscrições para a quinta edição do Visões do Mundo Contemporâneo: 80 anos do Brasil na II Guerra. 

O evento ocorrerá de maneira presencial entre os dias 15 a 17 de agosto de 2022 na Universidade Federal de Sergipe (Campus São Cristóvão) e contará com palestras, mesas-redondas, simpósios temáticos, minicursos e lançamento de livros. As inscrições para apresentação de trabalho estarão disponíveis até o dia 04 de julho. Já as inscrições para participação em minicurso e para ouvinte estarão disponíveis até se esgotarem as vagas.

Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail eventos@getempo.org

Sobre o Evento

Depois de dois anos realizando suas atividades de forma remota, em virtude das restrições sanitárias impostas pelo combate à pandemia de covid-19, o Grupo de Estudos do Tempo Presente convida a comunidade acadêmica a participar do V Visões do Mundo  Contemporâneo: os 80 anos do Brasil na II Guerra, um evento presencial, que ocorrerá na Universidade Federal de Sergipe nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 2022.

A data em que ocorrerá o evento é a mesma que marcou a história nacional há 80 anos, quando o país entrou oficialmente na Segunda Guerra Mundial para lutar ao lado dos Aliados no combate aos países do Eixo. Entre os dias 15 e 17 de agosto de 1942, cinco embarcações brasileiras (Baependy, Aníbal Benévolo, Araraquara, Itagiba e Arará) foram torpedeadas pelo submarino alemão U-507, na costa litorânea entre os estados da Bahia e de Sergipe, deixando um saldo de mais de 600 mortos. Tal acontecimento e seus desdobramentos foram e continuam sendo tema de interesse para pesquisadores em todo o país.

Diante do elevado número de pesquisadores integrantes do Grupo de Estudos do Tempo Presente que se dedicam às relações existentes entre a história do Brasil e a da Segunda Guerra Mundial, elegemos esse tema para o evento que será realizado este ano. Com uma programação que conta com professores de diferentes estados, que participarão de atividades variadas a exemplo de Conferências, Minicursos, Simpósios Temáticos, Lançamento de livros e de uma Exposição, esperamos reunir interessadas (os) em debater e refletir os diversos aspectos inerentes ao envolvimento do Brasil no maior conflito do século XX.

V Visões do Mundo  Contemporâneo: os 80 anos do Brasil na II Guerra será promovido pelo Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq) em parceria com o Departamento de História (DHI/UFS) e o Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA/UFS) da Universidade Federal de Sergipe, além do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ) e a Rede de Estudos do Tempo Presente.

Aguardamos vocês!

Prof.ª Dr.ª Andreza Santos Cruz Maynard
Prof. Dr. Dilton Cândido S. Maynard
Coordenadores do “V Visões do Mundo Contemporâneo: os 80 anos do Brasil na II Guerra”
Grupo de Estudos do Tempo Presente
Rede Tempo Presente – Brasil

Programação

Dia 15/08/2022 (Segunda-feira)

Manhã

9h – Credenciamento

9h30min – Solenidade de abertura

10h – Conferência de Abertura

Conferencista: Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (DHI/PROFHISTÓRIA/GET/UFS – PPGHC/UFRJ)

Mediação: Prof.ª Dr.ª Andreza Santos Cruz Maynard (CODAP/PROFHISTÓRIA/GET/UFS)

Tarde

14h às 17h – Minicursos

Noite

19h às 21h – Mesa-redonda 1: A Segunda Guerra Mundial no Cinema

Professores convidados: Prof. Dr. Francisco Diemerson de Sousa Pereira (Faculdade Pio X – GET/UFS) e Prof.ª Dr.ª Raquel Anne Lima de Assis (GET/UFS)

Mediação: Prof.ª Ma. Ana Beatriz Santana Andrade (PPGHC/UFRJ – GET/UFS)

 

Dia 16/08/2022 (Terça-feira)

Manhã

8h às 10h – Mesa redonda 2: Olhares sobre a Segunda Guerra Mundial em Sergipe

Professores convidados: Prof.ª Ma. Roberta da Silva Rosa (PROARQ/GET/UFS); André Cabral (GRUSEF); Dejair Benjamim (Músico)

Mediação: Prof.ª Dr.ª Clotildes Farias de Souza (CESAD/GET/UFS)

10h – Lançamento de livros

Tarde

14h às 17h – Simpósios Temáticos

 

Dia 17/08/2022 (Quarta-feira)

Manhã

8h às 10h – Mesa redonda 3: 

Visões contemporâneas para a pesquisa em história

Professores convidados: Prof. Dr. Leandro Couto Carreira Ricon (UCP) e Prof.ª Dr.ª Anita Lucchesi (GET/UFS)

Mediação: Prof.ª Dr.ª Andreza Santos Cruz Maynard (CODAP/PROFHISTÓRIA/GET/UFS)

10h às 12h – Mesa redonda 4: A Segunda Guerra Mundial entre a História e a Literatura

Professores convidados: Prof. Dr. Antônio Elíbio (UFPB) e Prof. Dr. Cristiano Cézar (UNEAL)

Mediação: Prof.ª Ma. Mônica Apenburg Trindade (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

 

Tarde

14h às 17h – Simpósios Temáticos

Noite

19h – Abertura da Exposição “Aracaju: a capital que viu a Guerra”

Endereço: Centro Cultural de Aracaju (Praça Gen. Valadão, 134 – Centro)

 

Lista de Simpósios Temáticos

Prof. Dr. Cristiano Cezar Gomes da Silva – (UNEAL)

As antigas barreiras sólidas entre os territórios vão se dissolvendo no mundo contemporâneo. Nele, as fronteiras vão sendo rompidas nos movimentos de fluidez, avassaladores e cada vez mais acelerados, da globalização e da pós-modernidade em escala mundial. Nessa direção, ocorrem profundas mudanças nos domínios da história, das linguagens e da cultura. Há uma ressignificação das culturas locais, já estabelecidas, a partir de um processo de hibridização cultural. Assim, vemos uma relação intrínseca entre as manifestações, práticas e representações culturais, resultante do intenso diálogo entre as culturas e o território em suas dinâmicas próprias, tanto na perspectiva de lugar utilizado, praticado e representado quanto na perspectiva simbólica, a partir daquilo que ousamos chamar de terriculturalidade. É nessa perspectiva de diálogos entre os saberes que Simpósio Temático pretende reunir pesquisadoras e pesquisadores acerca de temáticas diversas, perpassando saberes, como: história, cultura, literatura, linguagens, território, dentre outras possibilidades, a fim de discutirmos e trocarmos experiências sobre os nossos objetos de pesquisas em andamento ou já concluídas, privilegiando a diversidade de perspectivas teóricas e metodológicas.  

Prof.ª Dr.ª Raquel Anne Lima de Assis (GET/UFS)

Prof. Me. Andrey Augusto Ribeiro dos Santos (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

O século XX foi marcado pela violência, sendo um período no qual a guerra se tornou constante e cujas consequências ainda podem ser enxergadas. É possível observar uma série de conflitos atuais em países da África e do Oriente Médio cujas raízes são encontradas nas Guerras Mundiais, responsáveis por redesenhar o mapa político e geográfico nestas regiões. Por seu turno, ao olharmos para América Latina e Europa percebemos cicatrizes deixadas pela Guerra Fria, em disputas políticas e militares que remontam as tensões por esferas de influência empreendidas por EUA e URSS. Além disto, a ascensão de uma Nova Ordem Mundial e da Globalização trouxeram à luz novos problemas, de caráter político e militar, que se tornaram preocupações globais, como o terrorismo e as ameaças oriundas do ciberespaço. Diante deste cenário, o presente simpósio busca reunir pesquisas que se debrucem sobre conflitos ocorridos nos séculos XX e XXI em perspectiva política e militar, promovendo a discussão e divulgação desses trabalhos, além do intercâmbio de experiências entre pesquisadores.

 

Prof. Me. Diego Leonardo Santana Silva (PPGHC/UFRJ – GET/UFS)

Prof.ª Me. Katty Cristina Lima Sá (GET/UFS)

A história do tempo presente é marcada por uma série de conflitos de diferentes naturezas. Seja pela via cultural, política ou social, atores das mais diversas ordens, como organizações, grupos de interesse em comum e partidos políticos, manifestaram-se tanto em atos de intolerância como em combate a práticas, pensamentos e comportamentos desse tipo. Com isso, acontecimentos como a retirada de estátuas ligadas ao passado colonial, racista e escravocrata, marchas em prol ou contra a intolerância, protestos artísticos e eventos extremos – a exemplo da invasão do Capitólio em janeiro de 2021 – ilustram os noticiários e compõem fragmentos da nossa época. Tendo em vista que os historiadores do tempo presente devem estar atentos a temáticas desse tipo, este simpósio temático visa contemplar trabalhos que abordam conflitos contemporâneos que se realizam tanto por vias políticas como também culturais e sociais, sejam eles frutos da intolerância ou em nome de uma sociedade mais justa e igualitária. 

Prof. Dr. Antônio Manoel Elibio Júnior (UFPB)

Prof. Dr. Francisco Diemerson de Sousa Pereira (Faculdade Pio X-GET/UFS)

O transcorrer da última década do século XXI a ascensão de políticos de extrema-direita e o fortalecimento de pautas destinadas a questionar importantes temas civilizatórios como a defesa aos direitos humanos e a liberdade de imprensa, provocou a discussão sobre a manutenção do modelo de democracia que se estabeleceu principalmente no ocidente. Além disso, a preocupante crise de legitimidade das democracias liberais e do crescimento vertiginoso de conflitos produzidos por grupos e movimentos extremistas de desestabilização política e social, associados ao uso e abuso de tecnologias de comunicação em massa, redes sociais e produção de fake News, negacionismos e revisionismo histórico se tornam temas sensíveis e presentes nas pesquisas em diversos campos das humanidades, especialmente na História. Dessa forma, ST busca agregar trabalhos e pesquisas que discutam estes quadros dentro uma perspectiva dos estudos do Tempo Presente, objetivando promover um painel diversificado sobre essas realidades e um panorama das análises desenvolvidas por pesquisadores neste momento.

Prof. Me. Cassiano Celestino de Jesus (PPGH/UFBA-LETHAM/UFBA)

Prof.ª Dr.ª Eliza da Silva Vianna (IFAL)

Nos últimos anos, desde a posse do atual (des)governo do Brasil, tanto a Educação quanto a comunidade científica têm sofrido inúmeros ataques sistemáticos. O curto, mas doloroso, período do governo Bolsonaro já se confirmou como um dos maiores no que diz respeito à devastação de políticas educacionais, científicas e tecnológicas. Como se não bastasse tais questões, temos resistidos à grandes tentativas de retrocesso no que diz respeito às temáticas de corpo, gênero e sexualidades. Corpos – mas também pesquisas – que se desviam da (cis)heteronormatividade têm sido permanentemente alvo de perseguições. Dito isto, este Simpósio Temático busca abrigar discussões tanto no campo da História quanto nos mais diferentes campos de saber e temporalidades que tenham como foco: compreender as diversas articulações entre corpo, gênero e sexualidades em tempos de crise, de exceção e de mudanças. Sabemos que nos últimos anos, pesquisas ancoradas naqueles arcabouços teóricos têm crescido nas mais diferentes áreas do saber científico. Tais trabalhos vêm sendo descritos, compreendidos e explicados das mais diversas perspectivas, contribuindo de modo significativo para a renovação temática e metodológica, ampliando áreas de investigação e renovando marcos conceituais e epistemológicos tradicionais. Portanto, este Seminário Temático pretende abrir espaço para as múltiplas discussões que se fazem pertinentes no campo desses estudos e aceitará trabalhos que procurem assim refletir sobre a problemática de gênero e suas infinitas interfaces.

 

Prof.ª Dr.ª Aline Rizzo (GET/UFS)

Prof.ª Dr.ª Anita Lucchesi (GET/UFS)

A última virada de século foi marcada por diversas transformações que desafiaram fortemente a historiografia. Os processos de descolonização do continente africano e asiático na metade do século XX, a desintegração da URSS na década de 1990, bem como a notada aceleração dos processos de globalização no final do século XX e início dos anos 2000 suscitaram questões que transbordaram as fronteiras nacionais, evidenciando os limites do estadocentrismo metodológico de disciplinas como a História. Paralelamente, a dita “virada digital” também trouxe a possibilidade de novas heurísticas para enfrentar, na teoria e na prática, os fenômenos que se desenrolam nesse novo panorâma. Este Simpósio Temático recebe propostas que partem dessa perspectiva de interação historiográfica, no encontro das lentes do global e do digital na História do Tempo Presente. A demanda por novas abordagens críticas parte da necessidade de se ultrapassar os limites do nacionalismo metodológico e do eurocentrismo, sobretudo no contexto recente de ressurgimento de discursos ultranacionalistas e xenofóbicos, fenômeno que, entre outros temas sensíveis, encontrou terreno fértil nos ambientes desregulados da internet, que tem sido palco de inúmeras disputas narrativas e celeiro de notícias falsas.

Prof. Dr. Hamilcar Silveira Dantas Junior (DEF/PPGCINE/UFS)

Prof. Me. Onesino Elias Miranda Neto (Rede SENAI)

 

Vivemos uma era na qual eventos históricos, passados concretos já analisados e debatidos amplamente pelo campo historiográfico vêm sendo negados, ora pelo senso comum travestido de opinão, ora por certos discursos históricos com verniz acadêmico. Se a ciência da História e suas investigações podem ser revistas e revisadas periodicamente, seja pelo surgimento de novas fontes e evidências, seja por novas perspectiva teóricas, como é possível discernir entre revisionismo e negacionismo? A escravidão atlântica, notadamente para o Brasil, o Holocausto/Shoah, a ditadura militar brasileira (1964-1985), os diversos crimes contra a humanidade perpetrados, à direita e à esquerda dos espectros políticos, em diversas regiões do Globo (a própria noção geográfica e astronômica de Globo Terrestre), os crimes étnicos, misóginos, homofóbicos e transfóbicos no Brasil, dentre outros eventos, vêm sendo sistematicamente negados sob a égide da “liberdade de expressão e opinião”. Que mecanismos intelectuais, culturais, políticos e ideológicos estão subsidiando todas as esferas dos negacionismos vigentes? O negacionismo se insere no debate público e historiográfico como operação intelectual eticamente comprometida coma Históriaoufalamos de projetos políticos deliberados de falseamento da História? Este simpósio temático busca debater pesquisas que refutem toda sorte de negacionismos históricos, reflitam a ação dos professores dos diversos níveis do sistema educacional no combate aos negacionismos, oportunizando também o diálogo com outras formas de apreensão de representações históricas como as artes.

Prof. Dr. André Luiz Paulilo (UNICAMP)

Prof. Dr. Joaquim Tavares da Conceição (UFS)

O Grupo de Trabalho História da Educação Contemporânea pretende discutir a história da educação a partir dos resultados de pesquisa ligadas ao estudo dos processos contemporâneos de escolarização e das suas instituições. Dessa perspectiva, propõe tanto debater as tendências da historiografia da educação quanto as iniciativas de preservação da memória escolar em arquivos, museus e centros de memória. Por um lado, procura reunir diferentes reflexões sobre os fundamentos teóricos e metodológicos da pesquisa em história da educação. Por outro, a intenção é promover a troca de experiências em torno da preservação dos acervos da escola e da educação em arquivos, museus ou centros de memória. O objetivo principal deste GT, portanto, é fomentar o debate entre os atuais resultados da pesquisa em história da educação contemporânea e as recentes iniciativas de preservação de acervos voltados para o estudo desta história.

 

Prof.ª Dr.ª Cristiane Tavares F. de M. Nunes (GET/UFS)

Prof.ª Dr.ª Sônia P. da Fonseca (GPEG/UESC)

A educação para o empreendedorismo tem-se revelado um campo privilegiado de estudos, na busca do desenvolvimento social, uma vez que possibilita crescimento econômico, a coesão social, o sucesso organizacional e a realização pessoal.

A apresentação de práticas de educação e empreendedorismo que acontecem nos espaços escolares, gera evidências escritas e públicas sobre os impactos dessas ações no cotidiano das instituições. Dessa forma, podemos estabelecer uma rede de pesquisadores, professores, empreendedores e responsáveis pela políticas educativas e sociais visando uma atuação sistemática para a pesquisa, avaliação do impacto e construção de recursos no domínio da pedagogia empreendedora. 

Convém considerar que existem estudos consolidados sobre a Educação Empreendedora no Brasil, a exemplo daqueles produzidos no âmbito do SEBRAE através do Centro de Referência em Educação Empreendedora (CER), como uma iniciativa catalizadora de produção e compartilhamento de conhecimentos, elaboração de estudos, pesquisas e ferramentas com foco na temática.

As abordagens que resultam em aprendizagem, incorporam práticas e saberes por um olhar diferenciado para o aluno, considerando sua integralidade e seu contexto de vida. A atuação da educação empreendedora, requer também, afora os aspectos técnicos, o desenvolvimento de competências socioemocionais, estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular, como um guia em relação às habilidades e atitudes para atuação na sociedade. O desenvolvimento de competências socioemocionais introduz a inteligência emocional como um ingrediente a ser desenvolvido dentro de uma sala de aula. Nesta perspectiva, este Simpósio Temático pretende reunir trabalhos que reflitam sobre a Educação Empreendedora e a Cidadania, como uma das possibilidades e caminhos a uma educação integrada às necessidades do século XXI.

Prof. Dr. João Paulo Gama Oliveira (UFS)

Prof.ª Dr.ª Lisiane Sias Manke (UFPel)

A presente proposta de Simpósio Temático consiste em discutir acerca dos desafios do ensino de História em distintos tempos históricos. Assim, abrimos espaço para o debate acerca de perspectivas históricas e atuais referentes às memórias de professores de História, histórias de vida de docentes, histórias das disciplinas de História, materiais didáticos, práticas educativas no trabalho com o conhecimento histórico em sala de aula, pesquisas desenvolvidas no PROFHISTÓRIA e experiências relativas ao PIBID e Residência Pedagógica.

 

Prof.ª Dr.ª Cristina Barroso (UFS)

Prof.ª Dr.ª Renata Costa (UFS)

As unidades de informação como museus, arquivos e bibliotecas são espaços que promovem a socialização, mas também a construção do conhecimento e as múltiplas possibilidades de aprender. É próprio da natureza dessas instituições pensar em formas
de dispor a informação de modo que usuários/visitantes consigam construir suas experiências e ressignificar o arcabouço informacional ali adquirido. Mediada ou não, a relação entre os sujeitos, a informação e o espaço tem sido o mote de diversos estudos no campo da Ciência da informação e das humanidades que investigam as problemáticas, as evidências, o impacto dessa relação no mundo contemporâneo. Assim, este GT visa ser um fórum de discussão sobre as mais variadas formas de curadoria que contribuem para o acesso informacional, a flexibilidade, a fluidez, as ações intuitivas, as tecnologias, a diversidade material e não material das informações. Além disso, que seja um espaço de reflexão sobre diferentes narrativas e formas de expor a informação, para ser consumida por um maior número de pessoas, e sobre a informação como patrimônio de uma sociedade. Serão recebidas neste GT propostas de pesquisas, concluídas ou em andamento, com diferentes abordagens sobre a constituição dos textos, seus formatos e suportes, seus contextos de produção, circulação e transmissão, as marginálias impregnadas de novos sentidos e o patrimônio documental deixado pelo homem como vestígio de sua passagem pelo espaço/tempo sob a custódia dessas instituições que preservam a memória e a dispõem para novas intepretações.

Prof.ª Ma. Adriana Mendonça Cunha (PPGHCS/COC/FIOCRUZ-GET/UFS)

Prof.ª Ma. Mônica Porto Apenburg Trindade (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

 

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) provocou profundas transformações na ordem global, colocando em evidência nações, grupos, personagens, estratégias e alianças que impactaram o desenrolar do conflito e o restante do século XX. A divisão entre Eixo (Alemanha, Japão e Itália) e Aliados (EUA, Grã-Bretanha e URSS) forçou diversos países a tomarem uma posição em relação à guerra como foi o caso do Brasil. O estreitamento das relações com os Estados Unidos e a presença marcante de imigrantes alemães, japoneses e italianos provocou apreensão ao Estado Novo de Getúlio Vargas, reforçando a urgência em nacionalizar e incorporar estes grupos à sociedade brasileira. A educação foi crucial neste processo, assim como o exército, utilizado para consolidar as ações do Estado. Com os torpedeamentos de navios brasileiros pelos alemães, o processo se tornou ainda mais conturbado, com perseguições aos estrangeiros. Tais ações não se restringiram ao Brasil, mas também foram adotadas em países como os EUA que, especialmente após Pear Harbor, confinou japoneses em campos de concentração. No pós-guerra, o conflito entre EUA e URSS colocou em evidência um novo inimigo a ser combatido: o comunismo e seu poder de persuasão. Neste sentido, a cultura, a música, a literatura, o cinema e os intercâmbios serviram de armas poderosas contra a sedução comunista. Este simpósio temático tem por objetivo discutir questões relacionadas ao campo da cultura e da educação, assim como os intercâmbios entre nações ao longo do século XX.

Prof.ª Ma. Liliane Costa Andrade (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

Prof.ª Ma. Maria Viviane de Melo Silva (PPGHST/ NEHCINE/UFSC-EBTT/ IFAL)

Nos últimos anos, temos visto crescer o número de pesquisas que se inserem no campo da relação entre Cinema e História. Nesse contexto, os filmes têm sido compreendidos e trabalhados a partir de diferentes perspectivas, assumindo papéis de agentes históricos, representações da história, fontes de pesquisa, instrumentos para o ensino de história, além da possibilidade de sua interação com outros meios de comunicação. Tendo em vista essa amplitude de possibilidades, esse simpósio temático busca reunir trabalhos que se debrucem sobre a associação entre o cinema e a história, promovendo, assim, debates em meio as suas variadas temáticas.

Prof.ª Dr.ª Ana Luiza Araújo Porto (IFAL-GET/UFS)

Prof. Dr. Rodrigo José da Costa (UFAL-Sertão)

 

Este simpósio temático tem como objetivo reunir trabalhos que se debruçam sobre investigações acerca do Ensino da História em espaços escolares e não escolares. Considerando que a disciplina História vem sendo colocada na pauta pública tanto de maneira negativa quanto de maneira positiva como disciplina fundamental na formação de adolescentes e jovens, como também de crianças e adultos, faz-se candente refletir sobre qual deve ser o papel da História ensinada na formação de pessoas. O propósito é reunir pesquisadores que investigam a História Ensinada discutindo formação de professores, história do ensino de História, materiais didáticos, currículo, revisionismos, BNCC, História no Ensino Médio, História nas séries iniciais e finais do Ensino Fundamental, Didática da História, o Profhistória etc. como também a História ensinada em espaços não escolares. É urgente pensar nos usos que vêm sendo feitos da História tanto na construção da memória histórica, nos revisionismos quanto no espaço escolar a partir da implementação da Base Nacional Comum Curricular, do Novo Ensino Médio e do novo PNLD. Partimos da ideia de que a História ensinada é fundamental, portanto, nas disputas pela construção de futuros possíveis.

Minicursos

Os minicursos terão duração de 4 horas

Prof. Dr. Hamilcar Silveira Dantas Junior (DEF/PPGCINE/UFS)

I – Ementa:

– Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) e as tensões entre os estudos historiográficos easrepresentações cinematográficas. A narrativa cinematográfica nacional elaborandointerpretações do passado, estabelecendo tensões nos presentes de sua produção. Categorização da produção cinematográfica nacional sobre a ditadura militar enquantofonte, agente e representação histórica. II – Objetivos:
– Compreender os diálogos entre a narrativa cinematográfica a e narrativa historiográfica naconstrução do saber histórico, notadamente quanto à Ditadura Militar no Brasil (1964-1985); – Desenvolver habilidades analíticas acerca do conhecimento histórico construídonasmídias visuais, essencialmente o cinema (agente, fonte e representação); – Apresentar o levantamento das obras cinematográficas (documentários e ficção histórica)
que tratam dos diversos desdobramentos da ditadura militar brasileira;
III – Justificativa:
Passados 58 anos da eclosão do Golpe civil-militar de 1964 e 37 anos do fimda DitaduraMilitar no Brasil, o cenário político do país tende a olhar para o passado negandoasevidências históricas, as interpretações abalizadas nos documentos e vestígios do passado, tendendo à construção de narrativas que amenizam os horrores perpetrados pelo Estadobrasileiro no período. Em suas Teses sobre o conceito de História, Walter Benjamin (1987, p. 224-225) afirmaque “articular historicamente o passado não significa conhecê-lo ‘como ele de fatofoi’. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de umperigo. Cabe ao materialismo histórico fixar a imagem do passado, como ela se apresentano momento do perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disso. […] Odom de despertar no passado a centelha da esperança é privilégio exclusivo do historiadorconvencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. Eesseinimigo não tem cessado de vencer”. Em um momento de negação da História é imperativoque façamos o estudo sério do fenômeno histórico “Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)”, de maneira tal que os inimigos da democracia, os que agem contra a solidez das instituiçõesrepublicanas não continuem a vencer!
Partimos do entendimento que o Cinema tem sido uma ferramenta fundamental parapotencializar análises políticas, sociais, culturais e estéticas da História, problematizandoacomplexidade dos fenômenos para além das análises simplistas e negacionistas. Sustentando a tese central de Marc Ferro de que o cinema seria uma contra-análise dasociedade, o cinema nacional tem se contraposto às narrativas oficiais do Estadoeproblematizado, desde o golpe de 1964, as bases de sustentação da ditadura. 

Referências:

DELLAMORE, C.; AMATO, G.; BATISTA, N. (Org.). A ditadura na tela: o cinema documentário e as memórias do regime militar brasileiro. Belo Horizonte: UFMG, 2018. 

DESBOIS, L. A odisseia do cinema brasileiro: da Atlântida à Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

FERRO, M. Cinema e História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. 

LEITE, S.F. Cinema brasileiro: das origens à retomada. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2005. 

LEME, C.G. Ditadura em imagem e som. São Paulo: Unesp, 2013. 

MORETTIN, E.; NAPOLITANO, M. (Org.). O cinema e as ditaduras militares: contextos, memórias e representações audiovisuais. São Paulo; Porto Alegre: Intermeios; Famecos, 2018. 

______; ______; KORNIS, M.A. (Org.). História e documentário. Rio de Janeiro: FGV, 2012. RAMOS, A.F. Canibalismo dos fracos: cinema e história do Brasil. Bauru: EDUSC, 2002. 

ROSENSTONE, R. A história nos filmes, os filmes na história. São Paulo: Paz e Terra, 2010. 

SADLIER, D.J. Nelson Pereira dos Santos. Campinas: Papirus, 2012. 

SELIPRANDY, F. A luta armada no cinema: ficção, documentário, memória. São Paulo: Intermeios, 2015

Prof.ª Ma. Liliane Costa Andrade (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

Prof.ª Ma. Maria Luiza Pérola Dantas Barros (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

Resumo:

Este minicurso objetiva discutir a relação de Sergipe com a Segunda Guerra Mundial. Buscaremos discutir o episódio dos torpedeamentos aos navios mercantes Baependy, Araraquara, Aníbal Benénovolo; Itagiba e Arará na costa sergipana, cometido pelo U-507 entre os dias 15 e 17 de agosto de 1942; a repercussão do ataque na imprensa local e nacional; as reverberações do conflito no cotidiano de Aracaju, capital do Estado: o racionamento de insumos básicos,  a recepção aos torpedeamentos por parte dos aracajuanos, as principais mudanças na rotina diária da população, o funcionamento de espaços de lazer durante a guerra. Almejamos, assim, oferecer uma visão panorâmica acerca do envolvimento de Sergipe no conflito mundial.

 

Bibliografia Básica:

ANDRADE, Liliane Costa. “Hollywood Declara Guerra”: análise comparada da divulgação dos filmes antinazistas norte-americanos nos jornais do Rio de Janeiro e de Aracaju (1942-1945). 181 f. Dissertação (Mestrado em História Comparada). Programa de Pós-graduação em História Comparada, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: 2021.

BARROS, Maria Luiza Pérola Dantas. O Caso de Nelson de Rubina: guerra e cotidiano em Aracaju (1942 – 1943). São Cristóvão, SE, 2015. Monografia – Departamento de História, Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, 2015.

CABRAL, Mário. Roteiro de Aracaju. Aracaju: Banese, 3 ed., 2002.

CRUZ, Luiz Antônio Pinto; ARAS, Lina Maria Brandão.Aracaju amedrontada: a ação do U-507 na costa sergipana. In.: PEDREIRA, Flávia de Sá. (Org.). Nordeste do Brasil na II Guerra Mundial. São Paulo: LCTE Editora, 2019, p. 11-36.

DUTRA, Eliana de Freitas. O ardil totalitário: imaginário político no Brasil dos anos 30. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/ Belo Horizonte: Editora UFMG, 1997.

GILBERT, Martin. A Segunda Guerra Mundial: os 2.173 dias que mudaram o mundo. Tradução de Ana Luísa Faria e Miguel Serras Pereira. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014.

GOMES, Ângela Maria Castro, OLIVEIRA, Lúcia Lippi e VELLOSO, Mônica Pimenta. Estado Novo: Ideologia e Poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

MAYNARD, Dilton Cândido Santos; MAYNARD, Andreza Santos Cruz. Dias de Luta: Sergipe durante a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2011.

MAYNARD, Dilton Cândido Santos; MAYNARD, Andreza Santos Cruz. (Orgs.). Leituras da Segunda Guerra Mundial em Sergipe. São Cristóvão: Editora UFS, 2013.

MAYNARD, Dilton Cândido Santos. Ao pé do ouvido: Sergipe, Estado Novo e a Criação da Rádio Aperipê. São Cristóvão: Editora UFS, 2014.

MAYNARD, Andreza S. C.; BARBOSA, Caroline de Alencar.; MAYNARD, Dilton C. S. (Orgs.). Segunda Guerra: Histórias de Sergipe. Recife: EDUPE, 2016.

MAYNARD, Dilton Cândido Santos. Noites de terror em mar e terra: o cotidiano em Aracaju (1942-1945). In.: PEDREIRA, Flávia de Sá. (Org.). Nordeste do Brasil na II Guerra Mundial. São Paulo: LCTE Editora, 2019, p. 187-204.

MAYNARD, Andreza Santos Cruz. De Hollywood a Aracaju: antinazismo e cinema durante a Segunda Guerra Mundial. Recife: EDUPE, 2021.

MELINS, Murilo. Aracaju romântica que vi e vivi: anos 40 e 50. Aracaju: UNIT, 2010.

SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; SCHURSTER, Karl; LAPSKY, Igor; CABRAL, Ricardo; FERRER, Jorge. (Orgs.). O Brasil e a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Multifoco, 2010.

 

Prof. Me. Diego Leonardo Santana Silva (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

Prof.ª Ma. Katty Cristina Lima Sá (GET/UFS)

Nas últimas décadas, a chamada história do tempo presente vem ganhando espaço no Brasil. Seja por meio de eventos, debates, pesquisas e diferentes publicações, os pesquisadores desse campo vêm analisando fenômenos da contemporaneidade, suas causas e consequências. Em meio a isso, temáticas como as ditaduras, o terrorismo e os extremismos vêm sendo estudadas por aqueles que buscam respostas para esses fenômenos e suas marcas. 

O crescimento da cultura histórica presentista na atualidade fez com que os historiadores se atentassem cada vez mais a questões de sua época. Dessa forma, abre-se uma série de desafios e possibilidades que nos levam a questionamentos sobre a natureza da história do tempo presente, seus usos, métodos, virtudes e problemas. Sendo assim, este minicurso tem como objetivo apresentar pressupostos básicos da história do tempo presente, indo desde sua origem, paradigma e possibilidades de trabalho. 

Para isso, inicialmente iremos debater aspectos da cultura histórica e como o presentismo ganhou destaque nas últimas décadas. Em seguida serão apresentados alguns temas da história do tempo presente para, por fim, fazer uma demonstração de como trabalhar com eles a partir de fontes históricas pré-selecionadas. Sendo assim, o minicurso será uma introdução ao campo da história do tempo presente para aqueles que se interessarem. 

 

Bibliografia básica:

BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Ofício de Historiador. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. 

BURKE, Peter. Testemunha Ocular: o uso de imagens como evidência histórica. Traduzido por Vera Maria Xavier dos Santos. São Paulo: Editoria Unesp, 2017.

CHAUVEAU, Agnès; TÉTART, Philippe. Questões para a história do presente. Bauru: EDUSC, 1999. 

HARTOG, François. Regimes de Historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Tradução do original alemão Wilma Patrícia. Maas, Carlos Almeida Pereira; revisão da tradução César Benjamin. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006.

PROST, Antoine. Doze Lições Sobre a História. Tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. 

ROUSSO, Henry. A última catástrofe: a história, o presente, o contemporâneo. Tradução de Fernando Coelho e Fabrício Coelho. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2016.

SILVA, Francisco Carlos Teixeira, LEÃO, Karl Schurster S. ; LAPSKY, Igor. O cinema vai à guerra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.Prof. Me. Diego Leonardo Santana Silva (PPGHC/UFRJ-GET/UFS)

Prof. Dr. Itamar Freitas (UFS)

Prof.ª Dr.ª Maria Margarida Dias de Oliveira (UFRN)

Nos últimos cinco anos, experimentamos verdadeira onda de estudos acadêmicos e de vulgarização sobre a atuação das novas direitas em vários lugares do planeta. No âmbito acadêmico, a maioria deles foi escrita por profissionais da comunicação, sociólogos e politólogos.
No Brasil, não obstante o fenômeno estar na mídia e em moda, livros produzidos a partir de fenômenos nacionais e designados por expressões frequentes entre acadêmicos, a exemplo de “nova direita”, “direita radical”, “extrema direita”, “direita populista”, “nova onda conservadora”  e “neofascismo” ou “ressurgência fascista” são desconhecidos entre os docentes em história por formação.
Por essa razão, promovemos este minicurso que tem o objetivo apresentar e avaliar a relevância heurística e interpretativa das categorias que esses livros anunciam para ampliar o rol de possibilidades das nossas análises de conjuntura sobre o crescimento das novas direitas no Brasil e, de modo complementar, para a reflexão sobre os nossos próprios posicionamentos na sala de aula de História.
Se você se interessa pelo assunto e quer participar dessa brevíssima formação continuada, venha ler e discutir conosco alguns dos muitos significados portados pelas categorias “nova direita”, “direita radical”, “extrema direita”, “direita populista”, “nova onda conservadora”  e “neofascismo” ou “ressurgência fascista” que circulam nas redes, na grande mídia e na literatura especializada recente.

Conteúdo:

Sessão 1 – Inventores/usuários da expressão “novas direitas”
Sessão 2 – A “novidade” das “novas direitas”
Sessão 3 – Tipologias para “novas direitas”

Bibliografia Básica:

BALE, Jeffrey M.; BAR-ON, Tamir. Fighting the Last War – Confusion, Partisanship, and Alarmism in the Literature on the Radical Right. London: Lexington Books, 2022. 438p.

BAR-ON, Tamir; MOLAS, Bàrbara. The right and radical right in the Americas: Ideological currents from interwar Canada to contemporary Chile. Lanham: Lexington Books, 2022.

CAVALCANTI, Davi Barboza. Quem são os grupos de direita que lideraram as maiores manifestações de rua do país? As bandeiras e as formas de articulação do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua. Curitiba: Appris Editora, 2021.

FORTI, Steven. Extrema derecha 2.0 Qué es y como combatirla. Madrid: España Editores, 2021.

GALLEGO, Esther Solano (Org.). O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.

MUDDE, Cas. The far right today. Medford: Polity Press, 2019.

PEREIRA, Potyara Amazoneida P. (org.), Ascensão da nova direita e o colapso da soberania política. São Paulo: Cortez Editora, 2020.

PINHEIRO-MACHADO, Rosana; FEIXO, Adriano de (Org). Brasil em transe: Bolsonarismo, Nova direita e Desdemocratização. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2019.

QUADROS, Marcos Paulo dos Reis. O que há de novo na “nova direita”? Porto Alegre: Editora da PUR-RS, 2020.

RANQUITAT JUNIOR, Cesar. Da direita moderna à direita tradicional. 2ed. Curitiba: Livraria Danúbio, 2019.

ROCHA, Camila. Menos Marx, mais Mises: o liberalismo e a nova direita no Brasil. São Paulo: Todavia, 2021.

TRAVERSO, Enzo. Las nuevas caras de la drecha. Buenos Aires: Titivillus, 2021.

UGARTE, Beatriz Acha. Analizar el auge de la ultraderecha: Surgimiento, ideologia y ascenso de los nuevos partidos de ultraderecha. Barcelona: Gedisa, 2021.

VELASCO E CRUZ, Sebastião; KAYSEL, Andre; CODAS, Gustavo (Org.). Direita, volver! : o retorno da direita e o ciclo político brasileiro. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2015

Comitê Técnico-científico

Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (GET/PROGRAD/PROFHISTÓRIA/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Dr.ª Andreza Maynard (GET/CODAP/PROFHISTÓRIA/UFS)

Prof. Dr. Itamar Freitas (PROFHISTÓRIA/UFS)

Prof.º Ma. Adriana Mendonça (GET/UFS-PPGHCS/COC/FIOCRUZ)

Prof.ª Ma. Ana Beatriz Santana Andrade (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Ma. Liliane Costa Andrade (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Ma. Mônica Porto Apenburg Trindade (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Comissão Organizadora

Prof.ª Dr.ª Andreza Maynard (GET/CODAP/PROFHISTÓRIA/UFS)

Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (GET/PROGRAD/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Ma. Adriana Mendonça (GET/UFS-PPGHCS/COC/FIOCRUZ)

Prof.ª Ma. Ana Beatriz Santana Andrade (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof. Me. Dércio Cardoso Reis (GET/UFS)

Prof. Me. Diego Leonardo Santana Silva (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Ma. Katty C. Lima Sá (GET/UFS)

Prof.ª Ma. Liliane Andrade (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Ma. Maria Luiza Pérola Dantas Barros (GET/UFS-PPGHC/UFRJ)

Prof.ª Dr.ª Raquel Anne Lima de Assis (GET/UFS)

Fernanda Victoria Góes Marques (Graduanda em História/DHI-GET/UFS)

Lara Lima Resende (Graduanda em História/DHI-GET/UFS)

Maria Luiza Fontes Fedel (Graduanda em História/DHI-GET/UFS)

Maria Thaislayne dos Santos Lino (Graduanda em História/DHI-GET/UFS)

Priscila Antônia dos Santos (Graduanda em História/DHI-GET/UFS)